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Investigado por roubos e tortura em Tailândia é preso na Guiana e levado a Belém

Foragido foi localizado em Georgetown por meio da difusão vermelha da Interpol e entregue à PC-PA.

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Diego Câmara
Pará · AM
06 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 479 palavras
Viatura da Polícia Federal aguarda em pista de aeroporto para transporte de preso.
Foragido foi localizado em Georgetown por meio da difusão vermelha da Interpol e entregue à PC-PA. · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Pará concluiu na noite desta sexta-feira (5) uma etapa crítica da Operação Longa Manus com o desembarque em Belém de um investigado foragido, localizado em Georgetown, capital da Guiana. O homem, alvo de mandado de prisão preventiva por participação em roubos qualificados e tortura no município de Tailândia, no nordeste paraense, foi transferido para a capital em aeronave da Polícia Federal. A ação resultou de uma articulação diplomática e policial que envolveu a Interpol, a PF e autoridades guianenses.

A localização do foragido ocorreu após a inclusão de seus dados no sistema de difusão vermelha da Interpol, ferramenta internacional que notifica países membros sobre procurados. A investigação, conduzida pela Polícia Civil, indicou que o suspeito deixou o Brasil logo após a prática dos crimes, estabelecendo residência na Guiana para evadir a Justiça brasileira. A captura em território estrangeiro exigiu o cumprimento de rigorosos trâmites burocráticos de cooperação jurídica internacional, coordenados pelo Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) do Ministério da Justiça.

De acordo com os autos do inquérito, o investigado é apontado como integrante de uma organização criminosa que atua na região de Tailândia. As denúncias indicam a prática de roubos com grave ameaça à integridade física das vítimas. Em depoimentos já colhidos pela polícia, relatos apontam que o grupo mantinha as vítimas em cárcere privado, submetendo-as a sevícias para obter a posse de bens e valores. A fuga do principal suspeito representava um obstáculo à elucidação completa dos fatos e à responsabilização de outros envolvidos na quadrilha.

Após a prisão em Georgetown, o investigado permaneceu à disposição da justiça guianense até a conclusão dos processos de extradição ou entrega simplificada, previstos em acordos bilaterais. A viagem de retorno a Belém foi monitorada por escalas de segurança da Superintendência da Polícia Federal no Pará. Ao aterrissar, o preso foi conduzido por viatura policial especializada até uma unidade do sistema prisional, onde foi submetido aos procedimentos de triagem, identificação biométrica e avaliação médica, conforme determina a Lei de Execução Penal.

Com o suspeito em custódia no Brasil, a investigação retoma o curso normal. A Polícia Civil marcará o interrogatório do investigado, momento em que a defesa técnica poderá exercer o contraditório. O inquérito, que tramita em sigilo na Vara Criminal de Tailândia, deve ser concluído nas próximas semanas para envio ao Ministério Público. A expectativa é que o Ministério Público Estadual ofereça a denúncia por formação de quadrilha, roubo majorado e tortura, crimes previstos no Código Penal com penas que podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

A captura reforça a importância dos mecanismos de integração entre as polícias dos países amazônicos, fronteiras naturais que muitas vezes são usadas por criminosos como rotas de fuga. A Operação Longa Manus tem se mostrado eficaz no cenário regional, reduzindo os refúgios seguros para foragidos da justiça paraense em países vizinhos como Suriname, Guiana e Venezuela.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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