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Junho em Belém: do Parárraiá no Mangueirão ao poente com Marina Sena

Capital paraense recebe grandes nomes do forró e do pop em programação que inclui o arraial no estádio e shows na orla.

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Karina Pinheiro
Pará · AM
05 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 439 palavras
Palco iluminado no estacionamento do Mangueirão durante festa junina em Belém.
Capital paraense recebe grandes nomes do forró e do pop em programação que inclui o arraial no estád · Foto: Redação Nortícia

O cheiro de pólvora e milho verde assado já começa a tomar o ar do estacionamento do Mangueirão antes mesmo do sol se pôr. É sexta-feira, 5 de junho, e o zumbido que costuma ser de torcida futebolística aqui se transforma no ritmo alucinado do bumbo de zabumba. O Parárraiá ocupa o concreto do estádio paraquedista para transformar a capital do Pará na maior quadrilha ao ar livre do Norte. Não é apenas um show; é a afirmação de que o forró eletrônico e o piseiro têm a força de lotar um espaço feito para multidões, com a entrada franca servindo como convite para que o povo tome conta do lugar.

A programação deste ano promete uma peleja de sons e cores. Nos dias 5 e 6, o palco montado no estacionamento recebe nomes que fazem a cabeça da juventude do interior e da periferia paraense. Mari Fernandez, Henrique e Juliano, Lipe Lucena e Gigio Boy abrem a noite de sexta, enquanto sábado é a vez de Xand Avião, Zé Vaqueiro, Léo Foguete e Nirah. É o tipo de evento onde o casaco de couro ganha destaque e o piseiro faz o chão tremer, misturando a arquitetura monumental da arena com a tradição rústica e quente do São João.

Mas Belém não se resume ao asfalto quente do Mangueirão. Enquanto o arraiá toma conta da Bengui, o centro histórico respira o evento Circular. As ruas de pedra da Cidade Velha e os casarões do Reduto viram corredores de intervenções artísticas e encontros que costuram o velho e o novo. É o passeio perfeito para quem quer sentir a batida da cidade sem o apelo dos palcos gigantes, caminhando por onde já passaram gerações de comerciantes e contadores de histórias.

Para quem prefere o vento da orla, o mês reserva o Festival Sunset. O cartaz pesa: Marina Sena e Gilsons trazem para a Estação das Docas a nossa MPB atual, um pop que raspa o chão e faz o rio Guamá parecer dançar sob o crepúsculo. É o contraponto necessário para quem busca uma melodia mais suave, sem perder a energia que o mês de junho exige em Belém. E completando o calendário diverso, o reggae também ganha espaço com Alborosie, o ítalo-jamaicano que traz para a cidade o slow que Belém sabe ouvir como ninguém, provando que a nossa trilha sonora é tão vasta quanto a floresta.

A dica é não escolher apenas um. O mês de junho na cidade é uma maratona de celebração. Quem for ao Mangueirão no fim de semana que começa dia 5, a porta abre às 18h e a festa vai até a madrugada.

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◆ Repórter · Nortícia Cultura

Karina Pinheiro

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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