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Nortícia CidadesTragédia no Catanzal

Mulher de 65 anos morre em incêndio em casa com venda clandestina de combustível em Macapá

Vítima faleceu após explosão em residência no distrito de São Joaquim do Pacuí; vizinhos tentaram conter chamas.

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Ananda Rocha
Amapá · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 451 palavras
Residência destruída pelo fogo em área rural no distrito de São Joaquim do Pacuí.
Vítima faleceu após explosão em residência no distrito de São Joaquim do Pacuí; vizinhos tentaram co · Foto: Redação Nortícia

Na comunidade Catanzal, distrito de São Joaquim do Pacuí, o silêncio da manhã rural foi quebrado por um estrondo forte nesta quarta-feira (27). A senhora de 65 anos, dona da casa que virou cinzas, estava dentro do imóvel com o marido. Por um motivo ainda desconhecido, o combustível armazenado ali pegou fogo. A explosão veio em seguida.

O fogo não esperou. Ele tomou um dos cômodos com rapidez, impedindo que a mulher, de 65 anos, escapasse. Foi o marido quem ficou com a dor da perda e o relato do desastre para os militares. "Era um casal de idosos que morava na residência. Apenas os dois estavam em casa", contou o major Izídio Júnior, do Corpo de Bombeiros.

A notícia correu rápido no distrito. Antes do chamado oficial emergir na central, vizinhos já cruzavam o portão com baldes de água na mão. Era o socorro imediato, o jeito de quem vê a casa do conhecido subindo em fumaça e não pode ficar parado. Eles tentaram conter as chamas, mas a intensidade do incêndio exigia o equipamento pesado.

Quando o Corpo de Bombeiros chegou, o quadro era crítico. A localização da casa, entretanto, evitou um incêndio maior. O major Izídio descreve a cena: o imóvel ficava isolado de um lado. Do outro, havia uma residência vizinha. Nos fundos, um muro e depois a área de floresta que cerca a comunidade Catanzal. A vegetação úmida foi uma barreira natural contra a propagação.

O que chama a atenção dos investigadores não é apenas o fogo, mas o que ele alimentava. O Corpo de Bombeiros confirmou que no local funcionava uma venda clandestina de combustível. Galões guardados inadequadamente, risco permanente de vazamento e ignição. É uma prática comum em áreas afastadas onde o posto de gasolina é longe, mas a consequência aqui foi fatal.

A dúvida agora é o ponto de ignição. "Não se sabe se a mulher manuseava um isqueiro, fósforo ou algo semelhante", explicou o major. A perícia precisa levantar os destroços para encontrar a origem. O que se sabe é que o estoque de combustível serviu de combustível para a tragédia. As chamas se concentraram onde provavelmente estava o armazenamento ou a manipulação do produto.

Para quem mora na região, o serve de alerta. A venda ilegal de gás ou gasolina em residências é uma bomba-relógio. Em São Joaquim do Pacuí, a conta veio cara. A comunidade agora lamenta a morte da idosa e cuida do marido, sobrevivente que presenciou o impossível.

O Corpo de Bombeiros encerrou o combate às chamas, mas o trabalho de investigação continua. A família ficou desabrigada e a comunidade em luto. A recomendação oficial é para denunciar armazenamentos irregerais, evitando que novos Catanzal vivam o mesmo drama.

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◆ Repórter · Nortícia Cidades

Ananda Rocha

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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