Nutricionista acreana ensina opções leves para mesa de Copa
Pequenas substituições nos petiscos evitam excessos e mantêm a festa leve em Rio Branco; especialistas indicam frutas e grelhados.
Dona Tereza Souza, 42 anos, corre entre o fogão e a sala na casa da família, no bairro Bosque, em Rio Branco. A seleção vai entrar em campo daqui a duas horas, e a pressão não é só do placar: é para servir uma mesa de petiscos que não deixe os convidados pesados no dia seguinte.
Em dias de Copa do Mundo, a linha entre a comemoração e o excesso fica tênue. A nutrição acreana, representada pela nutricionista Luana Farias, aponta que é possível manter o clima de torcida sem abrir mão da saúde.
Luana Farias, que atende em clínica na capital, explica que o truque está na saciedade. “A ideia não é transformar a festa em uma dieta restritiva, mas sim fazer trocas inteligentes. O prazer de comer junto precisa permanecer”, afirmou a nutricionista ao Nortícia.
Uma das primeiras saídas para aliviar a mesa é incluir vegetais. Palitos de cenoura, pepino e tomate-cereja, acompanhados de pastas de iogurte ou patês de ervas, entram na categoria dos “belisques” sem culpa. Eles ocupam espaço no estômago e reduzem a vontade de repetir os fritos.
As frutas regionais também entram em campo. Luana sugere espetinhos de queijo coalho com uva ou cubos de melancia, que hidratam e adoçam naturalmente. Para quem não abre mão da carne, a dica é substituir a fritura por assados no forno ou na airfryer. Escondidinhos de carne moída com casca de batata-baroa ou mandioca são opções que aproveitam nutrientes do tubérculo.
No Mercado do Velho Miguel, feirantes notam mudança de hábito nesta temporada. “Antes vendia 10 quilos de frito, agora o pessoal leva mais banana e mamão pra fazer vitamina ou cortar na hora do jogo”, conta Seu Joaquim, comerciante há 20 anos no local.
O consumo de álcool é outro ponto de atenção. A nutricionista recomenda a regra da hidratação alternada: um copo de água para cada dose de bebida alcoólica. Sucos naturais de acerola ou caju, típicos do Acre, podem ser os “coquetéis” não alcoólicos da noite, ricos em vitamina C.
Dona Tereza conta que, na Copa passada, a lancheira da casa era só refrigerante e amendoim. “A gente terminava o jogo com a barriga estufada e preguiça até de lavar a louça. Hoje, meu filho mais novo até ajuda a cortar os legumes porque já sabe que dá menos sono”, relata a dona de casa.
Manter o equilíbrio durante o torneio ajuda a evitar a indisposição nos dias seguintes, um problema comum que afeta o rendimento no trabalho e na escola. Luana ressalta que a moderação é a melhor estratégia.
Quem quiser orientação personalizada pode buscar o serviço de nutrição na UBS mais próxima, agendando pela Central de Marcação ou pelo aplicativo Saúde Acre.
Ananda Rocha
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.



