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Polícia Civil prende suspeitos de homicídio de advogado em Seringueiras

Investigados participariam de crime planejado em janeiro; arma do crime foi apreendida em Rondônia.

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Diego Câmara
Rondônia · AM
29 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 452 palavras
Pistola calibre 9mm e munições apreendidas pela Polícia Civil durante a Operação Fuligem.
Investigados participariam de crime planejado em janeiro; arma do crime foi apreendida em Rondônia. · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Rondônia deflagrou na manhã desta quinta-feira (29) a Operação Fuligem, cumprindo mandados de prisão preventiva e busca e apreensão vinculados ao homicídio do advogado Jhonatan Rodrigues Barbosa, registrado em janeiro deste ano no município de Seringueiras. A cidade, localizada no sul do estado, viveu uma onda de tensão após a execução, que ocorreu no interior da residência da vítima.

Segundo o boletim de ocorrência e os autos do inquérito, a ação policial resultou na detenção de dois suspeitos, identificados pelas iniciais J.S.S., 32 anos, e M.A., 29 anos. As prisões foram efetuadas em endereços distintos na área urbana de Seringueiras. A Polícia Civil informou que o grupo investigado é composto por cinco pessoas. Além dos detidos, três indivíduos permanecem foragidos. A inteligência policial aponta que um dos procurados teria cruzado a fronteira logo após o crime, o que classificou o caso como de cooperação internacional para localização e extradição.

No total, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela equipe da Delegacia de Homicídios. O material coletado inclui aparelhos de telefonia móvel e documentos pessoais. A principal peça de evidência apreendida foi uma pistola semiautomática calibre 9mm, municiada. A arma será submetida a exames periciais no Instituto de Criminalística de Porto Velho para verificar se corresponde à utilizada nos disparos que vitimaram o advogado.

A dinâmica do crime, reconstruída pelos peritos, indica que a ação foi minuciosamente planejada. A vítima estava acompanhada da esposa e dos filhos no momento da invasão da residência. Testemunhas ouvidas durante as investigações iniciais relataram a presença de veículos suspeitos circulando no bairro horas antes dos tiros. As autoridades reforçam que a motivação aparente é um acerto de contas ligado a envolvimento dos suspeitos em outras práticas criminosas anteriores, descartando a hipótese de latrocínio, visto que não houve subtração de bens.

O delegado responsável pela operação destacou que as investigações seguiram o rastro financeiro e de comunicação dos alvos. Desde o dia do crime, a Polícia Civil realizou diversas oitivas e cruzamento de dados para chegar à autoria. A operação marca o fechamento do ciclo de investigações in loco. O inquérito policial, que reúne as provas materiais e testemunhais, será remetido ao Ministério Público Estadual (MPE) para análise e oferecimento da denúncia.

Os detidos foram conduzidos à delegacia de Seringueiras para o registro do auto de prisão em flagrante (convertido em preventiva por mandado judicial). Eles serão ouvidos no procedimento administrativo. Caso a defesa não seja constituída no ato, a Defensoria Pública será acionada. A próxima etapa processual será a realização da audiência de custódia perante a Vara Criminal da Comarca, onde o juiz decidirá sobre a manutenção da segregação cautelar. A polícia mantém as buscas ativas pelos demais integrantes do grupo.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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