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Nortícia SegurançaInquérito em Boa Vista

Polícia Civil investiga influenciador por estelionato em contratos de publicidade

Suspeito é alvo de sete B.O.s de empresárias em Boa Vista; influenciador atribui problemas a excesso de compromissos.

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Diego Câmara
Roraima · AM
05 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 431 palavras
Prédio da Delegacia de Polícia Civil em Boa Vista, Roraima.
Suspeito é alvo de sete B.O.s de empresárias em Boa Vista; influenciador atribui problemas a excesso · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Roraima investiga a conduta do influenciador digital Diego de Souza Monteiro, de 19 anos, conhecido nas redes sociais como Diego Copper. O jovem é alvo de sete boletins de ocorrência registrados em Boa Vista, sob a suspeita de prática de estelionato e falsidade ideológica. As denúncias foram feitas por mulheres, em sua maioria empresárias da capital, que alegam ter sido ludibriadas em contratos de publicidade.

De acordo com os autos dos inquéritos que tramitam na delegacia especializada, a modalidade investigada envolve o recebimento de produtos ou serviços por parte do influenciador, sob a justificativa de divulgação em suas redes sociais — onde conta com mais de 90 mil seguidores no Instagram. As vítimas relatam que, após a entrega da mercadoria ou pagamento antecipado, a divulgação não ocorria, ou era realizada de forma insuficiente, caracterizando, segundo as autoras, a apropriação indébita ou fraude comercial.

Um dos casos que compõem o inquérito policial foi registrado pela biomédica Isabela Sales, proprietária de uma clínica de estética. Na representação à autoridade policial, ela aponta a prática de estelionato e falsidade ideológica. A investigação inicial sugere que houve o uso de informações inverídicas para viabilizar a transação comercial. O material probatório reunido pelas vítimas inclui conversas de aplicativos e contratos firmados digitalmente, que agora estão sendo periciados.

Em nota enviada à imprensa, Diego de Souza Monteiro negou a intenção de cometer fraudes. O influenciador admitiu problemas na gestão de sua agenda profissional, que teriam culminado no atraso ou cancelamento de serviços. "Assumi um volume muito grande de compromissos profissionais e enfretei dificuldades para atender todas as demandas da forma como gostaria. No entanto, jamais tive a intenção de prejudicar qualquer pessoa", afirmou. O suspeito ressaltou que busca resolver as pendências de forma amigável e que trabalha com seriedade.

Do ponto de vista processual penal, a investigação da Polícia Civil busca identificar se houve o dolo — a vontade consciente de enganar e obter vantagem ilícita — necessário para a caracterização do crime de estelionato (Art. 171 do Código Penal). A falsidade ideológica, por sua vez, é tipificada quando há alteração de verdade sobre fato juridicamente relevante em documento público ou particular. Se concluídos pela materialidade e autoria, os inquéritos serão remetidos ao Ministério Público Estadual.

As investigações continuam sob sigilo na delegacia competente. Não há, até o momento, informações sobre mandados de prisão preventiva expedidos contra o investigado. O próximo passo da autoridade policial é a tomada de depoimentos do suspeito e a finalização dos laudos periciais para o oferecimento da denúncia, caso as provas sejam suficientes para embasar a ação penal.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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