Professor é preso em Tabatinga por estuprar alunas de 11 anos
Polícia do AM prende suspeito de abusar de meninas em escola no interior. Investigações indicam até seis vítimas.
A cidade de Tabatinga, no extremo oeste do Amazonas, foi palco de uma operação policial grave nesta segunda-feira (25). Um professor de 52 anos foi preso preventivamente sob a acusação de estupro de vulnerável contra duas alunas, ambas com 11 anos de idade. A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Civil no bairro Tancredo Neves, trazendo à tona um cenário de horror dentro do ambiente escolar na região do Alto Solimões.
O relato que quebrou o silêncio
A investigação começou após o relato de uma das estudantes. Segundo a polícia, a menina suportou o medo e os abusos até não aguentar mais, quando decidiu contar para a mãe. Ela detalhou que era alvo constante de toques e abordagens indevidas por parte do professor. O homem não apenas teria apalpado o corpo da estudante, mas manteve um comportamento que aterrorizava a criança. A denúncia imediata da família acionou o aparato de segurança pública do município.
De acordo com o delegado Igor Nunes, titular do caso, a coragem da primeira vítima foi fundamental. Ao ser ouvida, a estudante informou que outras colegas também poderiam estar sofrendo nas mãos do mesmo homem. Essa informação alterou o rumo das investigações, exigindo uma ação rápida e ampla das autoridades para conter os danos e identificar a extensão das agressões na escola.
Ação da polícia e busca por outras vítimas
Com a suspeita de que o caso não era isolado, a delegacia convocou a direção da escola para uma reunião de emergência. O objetivo era comunicar os fatos e organizar o acolhimento dos alunos. A partir daí, as equipes iniciaram escutas especializadas com outras meninas da instituição. O método permitiu que as vítimas se sentissem seguras para relatar os abusos, resultando na identificação de outras quatro estudantes que supostamente sofreram violência sexual pelo investigado.
O crime de estupro de vulnerável é caracterizado quando a vítima é menor de 14 anos ou não tem condições de oferecer resistência. No Amazonas, esse tipo de crime é tratado com rigor e prioridade pelo sistema de segurança. A prisão do professor serve como um alerto sobre a necessidade de vigilância constante dentro das instituições de ensino, especialmente em municípios do interior onde o acesso a órgãos de proteção pode ser mais difícil.
Medidas de proteção e sigilo
O caso segue tramitando em segredo de Justiça para garantir a integridade e a privacidade das crianças e das famílias envolvidas. O nome da escola não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas, evitando qualquer estigmatização. A comunidade de Tabatinga acompanha as investigações com apreensão, cobrando das autoridades que o processo seja conduzido com transparência e justiça.
A Polícia Civil reforça que a investigação não está encerrada. O número de vítimas pode aumentar conforme os trabalhos forem aprofundados. O suspeito responde à prisão e aguarda os desdobramentos do inquérito policial, enquanto a justiça amazonense avalia as medidas cautelares necessárias para proteger as alunas e punir o responsável pelos atos.
Com base em g1-am.
Curadoria Nortícia
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.
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