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Protesto fecha BR-316 em Marituba contra despejo

Bloqueio no km 10 parou o trânsito na Grande Belém nesta terça. Famílias exigem negociação com a prefeita.

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Curadoria Nortícia
Pará · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 339 palavras
Fumaça de pneus queimados na pista da BR-316
Bloqueio no km 10 parou o trânsito na Grande Belém nesta terça. Famílias exigem negociação com a pre · Foto: Redação Nortícia

A circulação na BR-316 parou nesta terça-feira (26) em Marituba, na região metropolitana de Belém. O motivo é um protesto organizado por famílias que correm o risco de perder suas casas. O grupo bloqueia os dois sentidos da rodovia no quilômetro 10, exatamente em frente ao terminal do BRT Metropolitano. A ação é uma resposta direta a uma reintegração de posse que ameaça dezenas de moradores na cidade.

Trânsito Comprometido

O impacto na mobilidade urbana é imediato. O trânsito ficou lento em ambas as direções da via, que é uma das principais artérias de acesso à capital paraense. Para tentar minimizar o caos, apenas a pista expressa do BRT, no sentido Marituba - Belém, permanece liberada. Motoristas que utilizam a via comum enfrentam longas filas e atrasos significativos. O cenário se complica com a presença de fogo na pista.

Risco de Incêndio

Manifestantes utilizaram pneus, pedaços de madeira e entulho para montar as barreiras físicas. Muitos desses materiais foram incendiados, gerando fumaça e dificultando ainda mais a visibilidade e a passagem. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi deslocada até o local para conter as chamas e evitar que o incêndio se propague. A situação exige atenção redobrada das autoridades de trânsito e de segurança pública para evitar acidentes maiores.

Exigência Política

No centro da reivindicação está a prefeita de Marituba, Patrícia Alencar. Os manifestantes afirmam que só vão liberar a rodovia se a gestora comparecer ao local para abrir negociações. O temor é a iminência do despejo das famílias que ocupam o terreno em questão. A reportagem buscou a Prefeitura de Marituba para obter um posicionamento oficial, mas não houve retorno até o momento. O silêncio do poder público aumenta a tensão no local.

Enquanto o diálogo não acontece, o bloqueio deve se manter. A população que precisa se deslocar para trabalhar ou estudar é quem sente o reflexo direto do conflito fundiário. A expectativa é de que uma solução seja encontrada para restabelecer a ordem e o fluxo de veículos.

Com base em g1-pa.

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◆ Repórter · Nortícia Política

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