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Roraima reforça barreira contra praga que ameaça soja e milho

Estado é considerado área livre e fiscalização vai até setembro em oito municípios para impedir entrada do caruru-palmeri.

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Curadoria Nortícia
Roraima · AM
26 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 534 palavras
Técnico da Aderr analisa planta em lavoura em Roraima
Estado é considerado área livre e fiscalização vai até setembro em oito municípios para impedir entr · Foto: Redação Nortícia

Roraima levantou a guarda. O estado não vai esperar a praga bater na porta para agir. A Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr) iniciou oficialmente uma operação de vigilância fitossanitária nesta terça-feira (26). O alvo é o caruru-palmeri, uma planta daninha que aterroriza produtores de soja e milho em outras regiões do país. A missão é manter o território roraimense livre dessa ameaça para garantir a segurança da produção agrícola local.

O perigo do caruru-palmeri

O agronegócio sabe que o controle de pragas é vital. O caruru-palmeri, conhecido cientificamente como Amaranthus palmeri, não é uma erva comum. Ele é classificado como uma das maiores preocupações para a agricultura brasileira. A planta é extremamente competitiva. Ela cresce rápido e rouba os nutrientes, a luz e a água que deveriam alimentar as lavouras comerciais.

O presidente da Aderr, José Carlos Markus, explicou a gravidade da situação. Segundo ele, a espécie invasora tem uma capacidade elevada de competir com as culturas. Se não for contida, ela provoca perdas significativas na produtividade. Para o agricultor que investe pesado em soja e milho, isso significa dinheiro jogado fora.

Fiscalização no lavrado

A ação preventiva não é teórica. Ela está acontecendo no campo, literalmente. A fiscalização da Aderr cobre uma área extensa das propriedades rurais. O foco principal são os municípios que concentram as lavouras e que estão em zonas de risco de entrada da praga. A lista inclui Boa Vista, Amajari, Bonfim, Alto Alegre, Mucajaí, Iracema, Caracaraí e Cantá.

As equipes técnicas vão percorrer essas regiões até o dia 30 de setembro. O trabalho consiste em levantamentos fitossanitários anuais. Os agentes procuram qualquer vestígio da planta em áreas onde não há registro prévio da praga. É um trabalho de formiga, mas essencial para a segurança econômica do estado.

A importância da prevenção

Atualmente, Roraima ostenta um status importante: é considerado área livre do caruru-palmeri. Manter esse selo é crucial para o comércio e para a confiança do produtor. Se a praga entrar, o custo de combate se torna altíssimo, exigindo herbicidas específicos e caros, além de manejo especializado.

A estratégia da Aderr é, portanto, preventiva. O objetivo número um é impedir a entrada da espécie no estado. Caso seja identificado qualquer foco suspeito durante a fiscalização, a ação será imediata. Os técnicos vão delimitar a área e tomar medidas para erradicar a planta antes que ela se espalhe. É uma guerra de informação e rapidez.

Parceria necessária

O sucesso dessa operação depende da união de várias forças. Enquanto a Aderr coloca os técnicos na estrada, os produtores rurais também têm um papel fundamental. A conscientização sobre a praga é o primeiro passo. O agricultor que identifica uma planta diferente em sua lavoura deve comunicar imediatamente o órgão de defesa. A agilidade na denúncia pode ser a diferença entre um foco isolado e uma infestação generalizada.

O agronegócio de Roraima vem mostrando seu potencial no cenário nacional. Cuidar da sanidade vegetal é a única forma de garantir que esse crescimento seja sustentável. A vigilância contra o caruru-palmeri é um exemplo de como a prevenção é o melhor remédio. Preservar as lavouras hoje é garantir emprego e renda no campo amanhã.

Com base em g1 RR.

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◆ Repórter · Nortícia Economia

Curadoria Nortícia

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