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Samba Manaus 2026 reúne Belo, Thiaguinho e Jorge Aragão em última edição

Festival de 12 horas no Sambódromo de Manaus promete misturar raízes e pagode moderno em 10 de outubro.

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Karina Pinheiro
Amazonas · AM
31 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 512 palavras
Palco iluminado do Sambódromo de Manaus durante noite de shows, com público em pé.
Festival de 12 horas no Sambódromo de Manaus promete misturar raízes e pagode moderno em 10 de outub · Foto: Redação Nortícia

O brilho do palco ilumina o suor na testa da primeira fila. No Sambódromo de Manaus, o ar pesado e úmido de fim de tarde de sábado ainda não tinha dissipado o cheiro de pólvora de fogos de artifício quando o line-up do Samba Manaus 2026 foi revelado. Não foi uma lista lida em documento seco; foi celebrada ao som de pandeiros e cavaquinhos, com Turma do Pagode e Uendel Pinheiro esquentando a pista e obrigando a multidão a dançar mesmo antes das confirmações oficiais.

O festival chega à sua reta final com a promessa de ser o maior desfile de pagode do ano no Norte. Marcado para o dia 10 de outubro, o evento vai ocupar o Sambódromo Jadson Lima por 12 horas ininterruptas. É um desafio de fôlego para a galera e para os artistas, mas a movimentação na grade de shows sugere que ninguém vai querer sentar. A lista reúne nomes que transformaram o gênero em trilha sonora obrigatória nas rádios do país: Belo, Thiaguinho, Sorriso Maroto, Pixote, Dilsinho e Jeito Moleque.

Há um equilíbrio cuidadoso no cartaz. Se o peso comercial está em nomes como Pixote e Dilsinho, a alma do samba está garantida por Jorge Aragão. Ter o autor de "Coisa de Acari" em Manaus é mais do que um show; é uma aula de história e melodia para a nova geração que só conhece o pagode pelo beat acelerado das redes sociais. Ao lado dele, Xanddy Harmonia e o inesquecível Pixote completam o time que faz a nostalgia virar alegria ao vivo.

Mas o Samba Manaus não se sustenta só com a grife importada. A força local tem peso garantido na programação. Mikael, Uendel Pinheiro, Ases do Pagode e Xanddy Harmonia dividem o tempo com os "forasteiros". É essa troca que legitima o evento na capital amazonense. Ao g1 AM, Bruno Cardoso, vocalista do Sorriso Maroto, lembrou que a trajetória do grupo no Norte está atrelada ao festival. "Os grandes shows aconteceram através do Samba Manaus", afirmou. A declaração ressoa como um atestado de importância: Manaus não é apenas uma parada de turnê, é um palco de consolidação.

A edição de 2026 carrega, contudo, um gosto de adeus. A organização anunciou que esta será a última edição do festival. Em uma cidade onde o Carnaval de rua é intenso, mas o mercado de shows de samba específico tem suas altas e baixas, o vazio que o Samba Manaus deixa vai ser sentido. Durante 12 horas, o concreto do Sambódromo vai vibrar com o ritmo que o Norte entende como próprio: mistura de melancolia e festejo, de samba-enredo e pagode de fundo de quintal.

Para quem decide ir, o preparo é simples: tênis confortável e garganta preparada para gritar os clássicos. As portas abrem às 14h e a festa só termina na madrugada do dia 11. É a chance de ver, em um único dia, a cadência suave de Belo dividindo espaço com a energia contagiante de Thiaguinho, tudo isso sob o céu de Manaus. O último capítulo dessa história está escrito para ser dançado. Não perca.

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◆ Repórter · Nortícia Cultura

Karina Pinheiro

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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