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Suspeito de matar comerciante em Manaus participou de assalto ao Museu da Amazônia

Polícia Militar confirmou que o detido pela morte de Evilazio Alves atuou no roubo em janeiro no Musa, onde visitantes foram feitos reféns.

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Diego Câmara
Amazonas · AM
04 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 400 palavras
Viatura da Polícia Militar estacionada em via pública de Manaus durante operação policial.
Polícia Militar confirmou que o detido pela morte de Evilazio Alves atuou no roubo em janeiro no Mus · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Militar do Amazonas confirmou na manhã desta sexta-feira (5) que o suspeito preso sob a acusação de matar o comerciante Evilazio Alves, de 60 anos, em Manaus, participou do assalto ao Museu da Amazônia (Musa) registrado em janeiro deste ano. A identificação do indivíduo como L.F.B.N., de 21 anos, ocorreu após cruzamento de informações durante as investigações do homicídio.

L.F.B.N. foi detido na quinta-feira (4). Conforme a corporação, o histórico do suspeito inclui a participação no crime ocorrido no dia 18 de janeiro, quando um grupo armado invadiu o complexo turístico. Na ocasião, visitantes foram feitos reféns e mantidos sob ameaça de arma de fogo. A PM informou que, embora o suspeito já tenha sido preso em fevereiro deste ano, apenas agora a ligação direta com o episódio do Musa foi estabelecida no contexto do inquérito do homicídio.

O assalto ao Museu da Amazônia foi marcado pela violência da dinâmica empregada pelos criminosos. Segundo depoimento de uma das vítimas, cedido à imprensa, o crime começou quando o casal descia da torre de observação, ponto central da visitação. Eles foram abordados por três homens. Dois deles estavam armados e anunciaram o assalto, ordenando a entrega de objetos pessoais. O terceiro suspeito, confirmado pela polícia como integrante do grupo que incluía L.F.B.N., responsabilizou-se por amarrar as mãos do casal.

As vítimas foram conduzidas a um banheiro localizado próximo a uma das trilhas ecológicas do museu. No local, encontravam-se outras pessoas que também haviam sido sequestradas momentaneamente durante a ação. O grupo permaneceu privado de liberdade por cerca de meia hora. Os criminosos fugiram levando celulares e capacetes. A polícia não detalhou a autoria material de cada ato, mas classificou L.F.B.N. como participante do delito.

O homicídio do comerciante Evilazio Alves, crime que motivou a prisão atual de L.F.B.N., segue em fase de apuração pelo Departamento de Homicídios. A corporação trabalha para esclarecer as circunstâncias da morte do comerciante e se o modus operandi do suspeito se conecta a outros roubos registrados na zona leste de Manaus.

L.F.B.N. responderá pelas acusações perante a Justiça. A ligação entre os dois crimes — o roubo qualificado no Musa e o homicídio — fortalece a tese de atuação em organização criminosa, hipótese que deve ser investigada pela Polícia Civil. Não houve divulgação sobre se a defesa do suspeito foi intimada ou se houve colaboração dele para elucidar o paradeiro dos outros assaltantes do museu.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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