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Zé Vaqueiro confirma gravação de DVD em Belém durante Parárraiá

Cantor anunciou novo projeto ao vivo no palco do Mangueirão; promessa é que o registro com o público de Belém aconteça no segundo semestre deste ano.

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Karina Pinheiro
Pará · AM
07 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 446 palavras
Show de Zé Vaqueiro no estacionamento do Mangueirão durante o Parárraiá em Belém.
Cantor anunciou novo projeto ao vivo no palco do Mangueirão; promessa é que o registro com o público · Foto: Redação Nortícia

O baixo do "rock doido" bateu no peito da multidão com uma força que fazia o chão do estacionamento do Mangueirão tremer. Era o fim da noite de sábado, a poeira ainda subia, misturada ao suor de milhares de corpos, e o cheiro de chuva começava a despontar no horizonte de Belém. Zé Vaqueiro estava no palco do Parárraiá, mas antes de desligar o microfone e encerrar a apresentação, ele parou a banda para olhar para aquela maré de gente e soltar a frase que ninguém esperava naquele momento.

"Próximo DVD que eu gravar vai ser aqui em Belém, tá certo? E nesse ano ainda, quem vai pro DVD de Zé Vaqueiro, levanta a mão e dá um gritinho aí". O grito foi uníssono. A promessa de gravar um DVD ao vivo na capital paraense, feita em cima de um palco montado no asfalto, confirmou o que os olhares atentos já notavam: o público do Norte não é apenas coadjuvante na carreira do cearense que virou fenômeno do São João.

A assessoria do cantor corroborou o anúncio feito no calor da hora. A previsão é que as câmeras rolem ainda no segundo semestre de 2026, transformando a cidade em um grande estúdio a céu aberto. A escolha de Belém não é aleatória. Nos dois dias de Parárraiá, sexta e sábado, Zé Vaqueiro testou a receptividade do público paraense, misturando o forró tradicional que marcou sua trajetória com o ritmo pesado das aparelhagens locais.

Foi essa gambiarra sonora, o encontro do sanfoneiro com a batida que toca nos bailes de periferia, que segurou a atenção. O Parárraiá, que completa três anos, deixou de ser apenas um evento de festa junina para se consolidar como um dos maiores festivais gratuitos da região Norte. Reunir uma multidão paga no estacionamento de um estádio de futebol, sem a barreira das grades, é um raro exercício de democratização do acesso à cultura na metrópole amazônica.

Zé Vaqueiro, carinhosamente apelidado de "diamante da temporada", trouxe o "Muído de São João" para o calor equatorial. Mas foi ao respeitar a sonoridade da cidade, ao atirar um "rock doido" na sequência, que ele conquistou o direito de gravar aqui. A produção não adianta ainda o local exato — se será novamente no Mangueirão, na Arena da Juventude ou no hangar do CESUMAR — mas o recado ficou: o DVD vai ter a cara da galera que foi pro grito no Parárraiá.

Para quem curtiu a prévia da gravação, o próximo passo é aguardar os detalhes oficiais da produção. Até lá, a poeira do Mangueirão baixa, mas a promessa de ver Belém nas telas do Brasil em um registro de forró pesado permanece no ar.

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◆ Repórter · Nortícia Cultura

Karina Pinheiro

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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