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Assessor baleado morre em Pará, e vereador suspeito segue preso

Vítima faleceu após nove dias internada em Paragominas. PC investiga vereador como autor do disparo em festa em Ipixuna do Pará.

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Diego Câmara
Pará · AM
03 de jun. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 501 palavras
Fachada do Hospital Regional Público do Leste em Paragominas, onde a vítima estava internada.
Vítima faleceu após nove dias internada em Paragominas. PC investiga vereador como autor do disparo · Foto: Redação Nortícia

O assessor parlamentar Fabiano da Silva Souza faleceu na manhã desta quarta-feira (3), nove dias após ser alvejado por um projétil de arma de fogo na comunidade rural de Balalaica, em Ipixuna do Pará. A morte foi confirmada pela administração do Hospital Regional Público do Leste, em Paragominas, unidade de referência onde a vítima estava internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O desfecho fatal altera a moldura penal do inquérito que corre sob sigilo na Polícia Civil do Pará. Deixou de ser apurado como tentativa de homicídio e passou a ser investigado como homicídio doloso qualificado. O principal investigado, o vereador de Ipixuna do Pará, José Elissandro Bezerra da Silva, conhecido como "Nany da Balalaica", continua detido. Ele foi preso em flagrante no dia do crime e teve a preventiva mantida pela Justiça.

Conforme a cronologia estabelecida no inquérito policial, o crime ocorreu na madrugada do dia 24 de maio. De acordo com depoimentos colhidos pela autoridade policial na comunidade, Fabiano e o vereador participavam de uma festa social quando houve uma discussão. A perícia criminalística e as necropsias indiretas indicam que o assessor recebeu um disparo nas costas, o que sugere ausência de confronto direto face a face no momento do tiro.

A Polícia Civil investiga se houve motivação política ou pessoal para o crime. O parlamentar não fez declarações à polícia no momento da prisão. O veículo utilizado por ele para deixar a localidade foi encontrado carbonizado por moradores de Balalaica, que realizaram um ato de revolta pouco após o ocorrido. A depredação do bem foi registrada em boletim de ocorrência à parte.

A defesa técnica do vereador, consultada sobre o novo desfecho, informou que aguardará o laudo cadavérico definitivo do Instituto Médico Legal (IML) para formalizar a nova tese de defesa. Inicialmente, a advocacia defendeu a tese de legítima defesa, argumento que precisará ser revisto frente às evidências de que a vítima foi atingida pelas costas.

Procurado, o Ministério Público do Pará (MPPA) informou que vai acompanhar o desfecho das perícias para oferecer a denúncia no prazo legal. Se condenado por homicídio doloso, o vereador pode pegar pena que varia de 12 a 30 anos, dependendo das qualificadoras reconhecidas pela justiça, como o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima ou a traição.

O caso acendeu o debate sobre a segurança no interior do Pará. Ipixuna do Pará e Paragominas são municípios que integram a região do Baixo Tocantins e do Marajó, áreas que historicamente registram índices de violência ligados a conflitos agrários e disputas políticas locais. A Secretaria de Segurança Pública (Segup) enviou uma equipe de apoio à delegacia local para dar celeridade aos exames periciais.

Fabiano da Silva Souza deixou familiares e reside na região de Ipixuna. O corpo segue para procedimentos de necropsia no IML de Paragominas, que deverá confirmar se o óbito foi decorrente direta das lesões balísticas ou de complicações infecciosas decorrentes do trauma. O inquérito tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca de Ipixuna do Pará.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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