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Grupo suspeito de se passar por policiais é preso por homicídio em Palmas

Quatro suspeitos foram detidos em Palmas e Paraíso do Tocantins; crime ocorreu em março no Setor Lago Norte.

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Diego Câmara
Tocantins · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 494 palavras
Viaturas da Polícia Civil estacionadas durante operação em Palmas.
Quatro suspeitos foram detidos em Palmas e Paraíso do Tocantins; crime ocorreu em março no Setor Lag · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou na manhã desta terça-feira, 27, uma série de diligências para cumprir cinco mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. As ações ocorreram simultaneamente em Palmas e no município de Paraíso do Tocantins, visando desarticular um grupo suspeito de cometer homicídio qualificado mediante a simulação de atividade policial. O alvo central da investigação é a morte de um homem, ocorrida no dia 30 de março, no Setor Lago Norte, na capital tocantinense.

Conforme apurado nos autos do inquérito, a vítima, de 34 anos, estava em sua residência quando foi abordada. A dinâmica do crime, descrita pela autoridade policial, indica que os suspeitos teriam se apresentado como efetivo da polícia, utilizando-se desse ardil para garantir o ingresso na casa. Após a entrada, o grupo disparou contra o morador, que faleceu no local. O emprego de meio que impossibilitou a defesa da vítima e o uso de disfarce para facilitar a execução são as qualificadoras que sustentam a prisão preventiva.

A operação resultou na captura de quatro integrantes do grupo. As prisões foram efetuadas sem registro de resistência, segundo o boletim de ocorrência. Um quinto mandado, no entanto, não foi cumprido, e o investigado indicado como um dos executores permanece em fuga. As delegacias de Homicídios e de Repressão ao Crime Organizado (Draco) trabalham de forma integrada para localizar o foragido. Nos endereços alvos dos mandados de busca, foram apreendidos armas de fogo, munições, aparelhos de telefonia móvel e vestuário que teria sido utilizado pelos criminosos para simular a farda policial.

A linha investigativa aponta para uma motivação vinculada ao crime organizado. A polícia trabalha com a hipótese de que o assassinato foi um ajuste de contas ordenado por uma facção criminosa disputando o controle de pontos de venda de entorpecentes na região norte de Palmas. A execução, caracterizada pela frieza e pela simulação de autoridade, segue o padrão de ações recentes registradas no estado, onde grupos armados utilizam o medo instaurado pela confusão entre policiais civis/militares e marginais para realizar homicídios.

Procurada pela reportagem, a defesa dos quatro detidos não foi localizada para manifestação até o fechamento desta matéria. Os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes de Palmas e devem passar por audiência de custódia nas próximas horas. O Ministério Público estadual será notificado para acompanhar os depoimentos e analisar a necessidade de manutenção da segregação cautelar ou a aplicação de medidas menos gravosas. O inquérito policial deverá ser concluído e encaminhado para oferecimento da denúncia no prazo legal.

A simulação da condição de policial, tipificada no Código Penal como uso de documentos ou identificação falsa para fim ilícito, agrava a pena e desperta preocupação nas corporações. A corregedoria da Polícia Civil e a Ouvidoria de Segurança Pública monitoram o caso para garantir que não haja participação de agentes efetivos ou exoneração no fornecimento de informações para o crime. A investigação segue em sigilo para preservar o trabalho de inteligência voltado à captura do quinto envolvido.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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