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Nortícia SegurançaPrisão em Boa Vista

Homem é preso em Boa Vista para cumprir pena de 16 anos por estupro de enteada

Condenado pela 2ª Vara Criminal foi recolhido ao sistema prisional após mandado expedido pela Vara de Execuções Penais.

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Diego Câmara
Roraima · AM
27 de mai. de 2026
publicado
2 min
de leitura · 546 palavras
Viatura da Polícia Civil estacionada em via pública no bairro Cinturão Verde, em Boa Vista.
Condenado pela 2ª Vara Criminal foi recolhido ao sistema prisional após mandado expedido pela Vara d · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil de Roraima (PCRR) cumpriu na manhã desta segunda-feira (25) mandado de prisão expedido pelo Poder Judiciário contra um homem de 54 anos no bairro Cinturão Verde, zona Oeste de Boa Vista. O condenado foi recolhido ao sistema penitenciário estadual para iniciar o cumprimento de pena de 16 anos e quatro meses em regime fechado. A sentença é referente a crimes de estupro de vulnerável praticados contra a enteada, quando a vítima tinha 12 anos.

A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Boa Vista. Segundo o boletim de ocorrência e os autos processuais, os abusos ocorreram entre 2021 e 2022, dentro da residência onde a família residia. A relação de confiança e convivência sob o mesmo teto facilitou a ação do agressor, segundo a apuração policial.

Conforme a investigação, a primeira abordagem sexual ocorreu enquanto a vítima dormia em um quarto ao lado de uma prima. A criança relatou à autoridade policial ter acordado com o padrasto tocando partes íntimas do seu corpo. A partir desse episódio inicial, a situação de violência se tornou recorrente. O condenado utilizava-se de ameaças verbais para impor silêncio, alertando a menina que não poderia relatar o ocorrido a ninguém.

A investigação apurou ainda que, em uma tentativa de manter a intimidação e o controle sobre a vítima, o homem enviou imagens de conteúdo pornográfico para o celular da adolescente por meio de aplicativo de mensagens. O conteúdo, capturado durante as investigações, serviu como prova material da conduta criminosa. A quebra do sigilo das comunicações foi um dos pontos determinantes para a condenação posterior.

A denúncia só veio à tona após a prima da vítima, que compartilhava o mesmo quarto em algumas ocasiões, presenciou uma das ações do padrasto. Atestou nos autos que a vítima parecia estar sob grande tensão e medo. A prima relatou o fato a uma tia da vítima, que acionou imediatamente a polícia. O registro foi realizado na Deam, onde a criança foi ouvida por equipe multidisciplinar, garantindo o depoimento sem revitimização.

Durante o processo criminal, o Ministério Público Estadual (MPE-RR) denunciou o réu pelo crime de estupro de vulnerável, tipificado no Art. 217-A do Código Penal. A legislação prevê pena de reclusão de 8 a 15 anos para o crime, mas a pena foi majorada devido ao reconhecimento do vínculo familiar e à continuidade delitiva. O juízo da 2ª Vara Criminal de Boa Vista condenou o réu a 16 anos e quatro meses. A defesa recorreu, mas o Tribunal de Justiça manteve a condenação, que transitou em julgado recentemente.

Com o trânsito em julgado, a Vara de Execuções Penais expediu o mandado de prisão cumprido nesta segunda. O condenado foi localizado sem resistência pela equipe da Deam e encaminhado ao Presídio Desembargador Raimundo Nonato Mota. O procedimento seguiu os padrões de segurança estabelecidos pela PCRR, com avaliação médica e inclusão no sistema de gestão prisional.

O caso é um retrato da importância da rede de proteção à criança e ao adolescente em Roraima. A Deam reforça que crimes dessa natureza frequentemente ocorrem no ambiente doméstico e exigem atenção de familiares e vizinhos. O réu perderá o direito ao gozo de benefícios como a progressão de regime nos primeiros anos de cumprimento de pena, devido à hediondez do crime.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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