JL2 desta terça: trânsito intenso em Belém e denúncias de entulho na Pedreira
Telejornal mostrou congestionamento na Almirante Barroso e problemas de limpeza urbana em bairros da capital paraense.
Seu Raimundo Nonato, 52 anos, cobrador da linha 302, termina o turno com a perna doendo de ficar em pé parado na Avenida Almirante Barroso. Ontem, terça-feira (2), ele gastou uma hora e quarenta minutos para fazer o trajeto entre o Marco e o Centro que, sem trânsito, leva trinta. O motivo, segundo mostrou o JL2, foi o semáforo quebrado no cruzamento com a Gentil Bittencourt, na altura do bairro do Umarizal. O sinal está apagado desde o domingo à noite, mas a equipe da Companhia de Engenharia de Tráfego (Cetam) só apareceu ontem à tarde, quando a zona leste já estava parada.
"É uma loucura. A gente fica o sinal todo ali, comendo poeira, e quando vem a guarda de trânsito é só para orientar, mas o sinal continua falho", reclamou Raimundo, enquanto esperava os passageiros descerem no ponto final da Cremação. A reportagem do telejornal contou que cinco linhas de ônibus sofreram atrasos acima de vinte minutos no pico da manhã por causa da falha. Além da 302, as linhas 015, 016, 022 e 048 tiveram que desviar pela Avenida Governador Malcher, o que sobrecarregou o tráfego no bairro de Nazaré. A Cetam informou que a manutenção definitiva do semáforo será feita hoje, através da concessionária responsável, e que until lá, agentes permanecem no local para organizar o fluxo.
Enquanto o caçoava o trânsito no asfalto, no bairro da Pedreira o problema estava subindo pela calçada. Dona Francisca Cardoso, 67, moradora da Rua das Orquídeas, perto da igreja matriz, impedia netos de brincarem na varanda. Em frente à casa dela, um monte de entulho — restos de reforma, sofás velhos e sacos de lixo preto — ocupava quase metade da rua. "O cheiro insuportável. Passou caminhão de lixo ontem, mas o mecânico disse que não ia levar aquilo porque não era lixo domiciliar. Ficou aí, fermentando no sol", contou. A cadeira de balanço de Dona Francisca ficou no meio da sala porque a varanda era inutilizável pelo cheiro.
O JL2 flagrou o terreno baldio, de número 34, que serve de depósito irregular para a vizinhança e para uma empresa de reformas que atua na região. Segundo os moradores ouvidos na reportagem, o acúmulo vem aumentando há duas semanas e já atraiu ratos para o beco atrás do quarteirão. "O cliente para na frente, vê a bagunça e nem desce. Tô perdendo venda por causa de porcariada", reclamou Seu Geraldo, dono da mercearia da esquina. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) informou, através de nota exibida no telejornal, que a fiscalização foi acionada e que uma notificação de exigência foi expedida ontem para o proprietário do imóvel. O prazo para limpeza é de 48 horas.
Caso a limpeza não seja feita, a Prefeitura fará a remoção e cobrará os custos do serviço com multa sobre o responsável. A Semam reforçou que descarte irregular de entulho é crime ambiental e prevê multa de R$ 1.200 a R$ 9.600. Para quem mora no entorno e está sofrendo com o mau cheiro e insetos, a recomendação é manter o registro chamado no 156. É preciso pedir o número de protocolo — o da Rua das Orquídeas é o 458219, aberto ontem pela manhã — para acompanhar a vistoria.
Ananda Rocha
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.


