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PC investiga homicídio de jovem no Muca motivado por ciúmes em Macapá

Vítima de 21 anos não sabia que a parceira era casada, segundo delegado. Suspeito, marido da mulher, é procurado pela polícia.

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Diego Câmara
Amapá · AM
03 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 586 palavras
Viaturas da Polícia Civil e equipamentos de períncia em rua residencial do bairro do Muca.
Vítima de 21 anos não sabia que a parceira era casada, segundo delegado. Suspeito, marido da mulher, · Foto: Redação Nortícia

A Polícia Civil do Amapá investiga o homicídio de um jovem de 21 anos, cometido a facadas na tarde desta terça-feira (2), no bairro do Muca, zona Sul de Macapá. A autoridade policial responsável pelo inquérito, delegado Carlos Eduardo Mazurek, informou que a principal linha de investigação aponta para um crime motivado por ciúmes, tendo como alvo o esposo da mulher com quem a vítima mantinha relacionamento amoroso.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado pelo 1º Batalhão da Polícia Militar (Rede Amazônica), a vítima, identificada como Arthur Vilhena Almeida, foi atacada por volta das 17h30 em uma via pública de grande circulação no bairro do Muca. A agressão ocorreu na calçada, e a vítima foi atingida por múltiplos golpes de arma branca em diversas partes do corpo. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas o socorro não surtiu efeito, e a morte foi constatada no local pelos profissionais de saúde.

A equipe de perícia da Polícia Civil esteve no locus delicti para recolher vestígios e levantar informações junto aos moradores. De acordo com o delegado Mazurek, testemunhas ouvidas na fase inicial do inquérito relataram que Arthur Vilhena Almeida desconhecia o estado civil da parceira. O delegado detalhou que a revelação do relacionamento extraconjugal teria sido o estopim para a ação violenta. "Testemunhas disseram que Arthur mantinha um relacionamento com a esposa dele, mas não sabia que ela era casada. Ao descobrir, o homem decidiu matá-lo", afirmou o delegado, destacando que a ação do suspeito teria sido premeditada.

Logo após o ocorrido, guarnições da Polícia Militar realizaram buscas táticas na região com o objetivo de localizar o autor em flagrante, conforme prevê o procedimento padrão para crimes desta natureza. Contudo, a ação não resultou na prisão, visto que o suspeito já havia deixado a área. A identidade do investigado é de conhecimento da polícia, mas o nome não foi divulgado oficialmente nesta etapa, aguardando a formalização das acusações e a expedição de mandados judiciais. A mulher, citada como desencadeadora do conflito, também não foi localizada para prestar esclarecimentos imediatos.

O inquérito policial, instaurado na Delegacia Especializada em Homicídios da capital, deve apurar a materialidade do delito — já comprovada pelo laudo de corpo de delito a ser concluído pelo Instituto de Criminalística (IC) — e a autoria. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime se enquadra em homicídio doloso qualificado por motivo torpe. A investigação visa também localizar a arma do crime, que não foi encontrada nas imediações, e cruzar dados de telefonia e câmeras de segurança da região para mapear a fuga do suspeito.

Na esfera processual, o Ministério Público deverá ser oficiado para manifestação sobre a necessidade de decretação da prisão preventiva do investigado, uma vez que ele se encontra foragido. A defesa do suspeito ainda não se manifestou, pois não há advogado constituído nos autos até o momento. A investigação segue em andamento sob sigilo legal, com diligências programadas para localizar o paradeiro do casal e ouvi-los.

O bairro do Muca, localizado na zona Sul de Macapá, é uma região residencial que tem apresentado índices variados de ocorrências violentas nos últimos anos. Crimes desta natureza, ocorridos em via pública e em horário comercial, geram impacto significativo na sensação de segurança da comunidade local. A Polícia Civil reforçou o pedido para que a população colabore com informações anônimas que possam auxiliar na localização do foragido através dos canais oficiais de denúncia. O caso segue tramitação na Vara Criminal competente assim que a denúncia for oferecida pelo MP.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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