PF e CGU investigam esquema nacional de descontos ilegais do INSS
Autoridades federais cumpriram 31 mandados em quatro estados para apurar crimes contra a administração pública e estelionato previdenciário.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira nova fase da Operação Sem Desconto. A ação visa apurar descontos associativos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas.
As autoridades cumpriram 31 mandados de busca e apreensão. Os alvos estão localizados em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. Oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
A investigação aponta a prática de crimes contra a administração pública. Entre as condutas investigadas estão constituição de organização criminosa e estelionato previdenciário. A PF também investiga atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
O esquema opera em nível nacional. Entidades associativas realizariam descontos em benefícios do INSS sem a autorização dos titulares. O desvio afeta o patrimônio de servidores públicos e segurados do regime geral.
Em março, a PF e a CGU realizaram a Operação Indébito. A ação foi um desdobramento dos inquéritos que agora culminam nesta nova fase. O objetivo é aprofundar a apuração sobre a estrutura financeira das organizações envolvidas.
A CGU atua no controle e na fiscalização dos repasses. A PF reúne provas materiais nos endereços investigados. A coordenação do caso cabe ao STF, que autorizou as medidas constritivas.
O inquérito corre em segredo de justiça. A próxima etapa consiste na análise do material apreendido. As autoridades buscam identificar a rede de favorecidos e o volume total dos recursos desviados.
A Operação Sem Desconto integra a estratégia de combate a fraudes previdenciárias. O foco é garantir a integridade do sistema e recuperar valores públicos desviados.
Eliana Castro
Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.


