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PM registra tiroteio após suspeito ignorar ordem de abordagem no Manôa

Equipe do Marte troca tiros com suspeito de tráfico durante perseguição na Avenida Max Teixeira; vídeo circula em redes sociais.

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Diego Câmara
Amazonas · AM
04 de jun. de 2026
publicado
3 min
de leitura · 608 palavras
Viatura da Polícia Militar parada em via pública próxima ao Viaduto do Manôa, na Zona Norte de Manaus.
Equipe do Marte troca tiros com suspeito de tráfico durante perseguição na Avenida Max Teixeira; víd · Foto: Redação Nortícia

Uma equipe do Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte) da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) registrou na manhã desta terça-feira (2) uma ocorrência de tiroteio e perseguição na Avenida Max Teixeira, região do Viaduto do Manôa, Zona Norte de Manaus. A ação policial, classificada como auto de resistência, teve início após uma denúncia anônima sobre o transporte de entorpecentes em um veículo automotor.

Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na delegacia especializada, os militares interceptaram o condutor, um homem de 31 anos cuja identidade não foi divulgada. A abordagem seguiu os protocolos táticos padrão da corporação: a viatura bloqueou a passagem do carro suspeito e os policiais, em posição de emboscada, determinaram que o motorista desligasse o veículo e saísse com as mãos na cabeça. O suspeito, no entanto, desobedeceu à voz de prisão e acelerou o automóvel em direção aos agentes, o que caracteriza, segundo a versão policial, tentativa de fuga e risco à vida dos militares.

Em resposta à ameaça iminente, um dos policiais efetuou disparos de arma de fogo contra a carroceria do veículo em fuga. As imagens gravadas pela câmera corporativa de um dos agentes, e posteriormente disseminadas em redes sociais, registram o momento exato do disparo. O vídeo revela que o tiro foi realizado enquanto a viatura policial e o carro do suspeito ultrapassavam um ponto de parada de ônibus coletivo, próximo ao Viaduto do Manôa. A trajetória do projétil, segundo a perícia preliminar, atingiu a lataria do carro, mas não houve registro de feridos entre a população civil ou passageiros do transporte público.

O Grupamento de Manejo de Artefatos Explosivos (Marte), embora tenha como atribuição precípua o manejo de explosivos e armas de guerra, atua frequentemente em apoio ao patrulhamento tático em áreas de alta complexidade na capital amazonense. A escolha do Viaduto do Manôa para a ação indica a preocupação da PMAM com o uso das vias expressas da Zona Norte para o escoamento de drogas, uma rota logística que facilita a fuga de criminosos devido ao fluxo intenso de veículos e à dificuldade de montagem de bloqueios viários rápidos.

O uso da força letal por policiais militares é regulamentado pela Lei de Execução Penal e pelos manuais de ação tática da corporação, que preveem a legítima defesa própria ou de terceiros. A justificativa técnica para o disparo, neste caso, deve constar no Relatório Circunstanciado de Intervenção Policial (RCIP), que instruirá o inquérito. A Corregedoria Interna da PMAM já iniciou a análise do vídeo para verificar se a conduta dos agentes respeitou os princípios da legalidade, necessidade e proporcionalidade, especialmente considerando o risco colateral representado pelo ônibus que trafegava na via.

A Zona Norte de Manaus tem registrado, nos últimos semestres, um aumento na circulação de drogas a granel, vindas do triângulo da fronteira (Brasil, Colômbia e Peru) e destinadas aos centros de distribuição urbana. A ação do Marte ocorre em um momento de reforço do patrulhamento na região, logo após a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) anunciar a instalação de novas bases móveis nos bairros de Cidade de Deus e São José Operário.

Até o fechamento desta matéria, o suspeito permanecia foragido. A polícia trabalha com a hipótese de que o homem tenha recebido auxílio para abandonar o veículo em alguma rua sem saída da região. Caso seja localizado e preso, ele responderá pelos crimes de tráfico de drogas (Art. 33 da Lei 11.343/06), desacato e resistência à prisão. A investigação sobre a propriedade do veículo e a possível origem da arma utilizada pelos policiais segue sob sigilo na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), unidade responsável por apurar ocorrências policiais com vítimas fatais ou tiroteios na capital.

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◆ Repórter · Nortícia Segurança

Diego Câmara

Equipe Nortícia · Manaus, AM. Cobertura jornalística independente do Norte do Brasil.

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